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Sábado, 14 de Março de 2026
Paulinas - A comunicação a serviço da vida

Evangelho do dia 14/03/2026

3ª Semana da Quaresma - Ano A - Roxa
1ª Leitura: Os 6,1-6 Salmo: Sl 50(51) - É amor que eu desejo e não sacrifício.
evangelho
Todo aquele que se enaltecer será humilhado, e quem se humilhar será enaltecido - Lc 18,9-14

Para alguns que, convencidos de serem justos, desprezavam os outros, Jesus contou esta parábola: “Dois homens subiram ao Templo para orar; um era fariseu, e o outro, um coletor de impostos. O fariseu, de pé, orava para si mesmo desta maneira: Deus, dou-te graças por não ser como os outros homens: gananciosos, injustos, adúlteros; nem como esse coletor de impostos. Eu jejuo duas vezes por semana, pago o dízimo de tudo o que adquiro. O coletor de impostos, mantendo-se a distância, nem sequer se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: Deus, tem piedade de mim, que sou pecador! Eu vos digo: este desceu para casa justificado, mas aquele não. Porque todo aquele que se enaltecer será humilhado, e quem se humilhar será enaltecido”.

A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.
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Oração Inicial

Em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo. Amém.

A liturgia da Palavra nos apresenta hoje a parábola dos dois homens em oração, um fariseu e um publicano. É considerada uma das parábolas centrais do Novo Testamento, uma vez que descreve a situação do ser humano com Deus e de Deus com o ser humano. Na oração, devemos deixar a Deus toda a iniciativa, permitir que Ele nos conduza por seus caminhos, por isso é importante colocar-se em situação de escuta humilde.




Oro: Dá-me um coração humilde, um coração reto para que eu possa ser fiel aos teus olhos, Senhor. Dá-me um coração humilde para que eu possa ser profeta e viver sempre no teu amor. Sim, um coração semelhante ao teu, manso, humilde e coerente.

Leitura (Verdade)

Leia silenciosamente o Evangelho de hoje e observe os personagens. Onde se encontram? Como se apresentam a Deus? O que habita o coração de cada um?

Evangelho: Lc 18,9-14 “Para alguns que, convencidos de serem justos, desprezavam os outros, Jesus contou esta parábola: “Dois homens subiram ao Templo para orar; um era fariseu, e o outro, um coletor de impostos. O fariseu, de pé, orava para si mesmo desta maneira: Deus, dou-te graças por não ser como os outros homens: gananciosos, injustos, adúlteros; nem como esse coletor de impostos. Eu jejuo duas vezes por semana, pago o dízimo de tudo o que adquiro. O coletor de impostos, mantendo-se a distância, nem sequer se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: Deus, tem piedade de mim, que sou pecador! Eu vos digo: este desceu para casa justificado, mas aquele não. Porque todo aquele que se enaltecer será humilhado, e quem se humilhar será enaltecido”.

“Um homem, mesmo piedoso e religioso, peca enquanto reza. Um ladrão não reza enquanto peca. Ele reza a partir da sua verdade: “Deus, tem piedade de mim, que sou pecador!”. O ladrão tomou consciência do todo de sua vida; quer mudar e não sabe como, não achou os meios, falta-lhe coragem, vê o melhor e faz o pior. Mas lá está ele, ajoelhado, no fundo da igreja, batendo no peito. Alguém o vê, alguém que reza, e passa a exaltar as próprias qualidades, e se colocando como senhor do mundo. É bem verdade o que ele diz: que não é ladrão, nem desonesto, nem adúltero; jejua duas vezes por semana e paga o dízimo religiosamente. No entanto, ele mesmo estraga tudo, ao dizer que não é como os outros.” (Viver a Palavra - Côn. Celso Pedro da Silva -2026 Paulinas Editora)

Meditação (Caminho)

Deixe ressoar a palavra que cala mais forte em seu coração neste dia.
Toda a oração pede uma postura muito simples: colocar-se conscientemente na presença de Deus. O que o este Evangelho diz para mim?
Diante dos dois personagens, com que me pareço mais? ,br> Qual palavra encontrou sintonia com a realidade que estou vivendo?

Oração (Vida)

Deus não espera o melhor de nós, espera que nos apresentemos de coração sincero. Faça sua oração apresentando tudo ao Senhor. Tudo o que diz respeito a você e as realidades que o/a cercam...

Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos!

Tende piedade ó meu Deus, misericórdia
Na imensidão do Vosso amor purificai-me
Lavai-me todo inteiro do pecado
E apagai completamente a minha culpa

Eu reconheço toda a minha iniquidade
O meu pecado está sempre a minha frente
Foi contra Vós, só contra Vós que eu pequei
E pratiquei o que é mal aos Vossos olhos

Criai em mim um coração que seja puro
Dai-me de novo um Espírito decidido
Ó Senhor não afastai de mim a Vossa face
Nem retirais de mim o Vosso santo Espírito

Dai-me de novo a alegria de ser salvo
E confirmai-me com espírito generoso
Abre meus lábios ó Senhor para cantar
E minha boca anunciará Vosso louvor

Misericórdia, ó Senhor, pois pequei!
Misericórdia, ó Senhor, pois pequei!

Contemplação (Vida e Missão)

Após esta meditação orante que apelos o Senhor deixa em seu coração? O que você quer praticar, mais concretamente, neste dia?

Bênção

Benção especial da Quaresma
- Deus Pai de misericórdia, conceda a todos, como concedeu ao filho pródigo, a alegria do retorno a casa. Amém.
- O Senhor Jesus Cristo, modelo de oração e de vida, nos guie nesta jornada quaresmal a uma verdadeira conversão. Amém.
- O Espírito de sabedoria e fortaleza nos sustente na luta contra o mal, para podermos com Cristo celebrar a vitória da Páscoa. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Carmen Maria Pulga

Quais são as condições requeridas para se entrar no Reino de Deus? A resposta para esta pergunta pode ser encontrada na parábola do fariseu e do publicano, pela qual Jesus fundamentou a máxima do seu ensinamento: “Todo aquele que se enaltecer será humilhado, e quem se humilhar será enaltecido”. No entanto, por que Jesus contou essa parábola? Por causa de quem se presumia justo, mas desprezava os demais. No Templo, o fariseu e o publicano foram rezar. O fariseu se considerou digno de se apresentar a Deus com base nas obras que praticava. O publicano, ao contrário, se declarou indigno e suplicou a misericórdia de Deus. Este saiu justificado porque olhou para os seus erros e não para os “acertos” dos outros. Já o fariseu não, porque exaltou os seus “acertos” e desdenhou o publicano. Com este, aprendemos a não nos justificarmos diante de Deus.

Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.