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Domingo, 04 de Outubro de 2026
Paulinas - A comunicação a serviço da vida

Evangelho do dia 04/10/2026

27º Domingo do Tempo Comum - Ano A - Verde
1ª Leitura: Is 5,1-7 Salmo: Sl 79(80) - Ó Deus, faze-nos voltar. 2ª Leitura: Fl 4,6-9
evangelho
O Reino de Deus vos será tirado e será confiado a um povo que produza seus frutos - Mt 21,33-43

“Escutai agora outra parábola! Havia um proprietário que plantou uma vinha; cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, construiu uma torre, arrendou-a a vinhateiros e partiu para o estrangeiro. Quando chegou o tempo da vindima, enviou seus servos para receber dos vinhateiros a parte de seus frutos. E os vinhateiros, agarrando os servos, espancaram um, mataram outro e apedrejaram outro. De novo ele enviou outros servos – em maior número que os primeiros –, e fizeram com eles o mesmo. Por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: ‘Respeitarão meu filho’. Mas, quando os vinhateiros viram o filho, comentaram entre si: ‘Esse é o herdeiro. Vinde, matemo-lo e fiquemos com sua herança!’ E, tendo-o agarrado, lançaram-no para fora da vinha e o mataram. Quando vier, então, o senhor da vinha, o que fará com aqueles vinhateiros?” Responderam-lhe: “Fará perecer violentamente esses malvados e dará sua vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos em seu devido tempo”. Jesus lhes disse: “Nunca lestes na Escritura: ‘A pedra que os construtores rejeitaram, esta se tornou a pedra angular; da parte do Senhor aconteceu isso, e é uma maravilha a nossos olhos’? Por isso vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será confiado a um povo que produza seus frutos.

A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.
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Oração Inicial

A liturgia do 27º Domingo do Tempo Comum nos traz a imagem da "vinha de Deus" para falar do povo que aceita o desafio do amor de Deus e que se coloca ao seu serviço. Desse Povo, Deus exige frutos de amor, de paz, de justiça, de bondade e de misericórdia.
No Evangelho, Jesus retoma a imagem da "vinha". Critica fortemente os líderes judaicos que se apropriaram em benefício próprio da "vinha de Deus" e que se recusaram sempre a oferecer a Deus os frutos que Lhe eram devidos. Jesus anuncia que a "vinha" vai ser-lhes retirada e vai ser confiada a trabalhadores que produzam e que entreguem a Deus os frutos que Ele espera.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
“Vinde, Espírito Santo, enchei os corações de vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Que este amor se propague por toda a terra.”
A liturgia hoje celebra São Francisco de Assis. Um santo querido de todas as gentes. Francisco deixou a casa paterna, cheia de conforto e se fez pobre, mostrando a face de uma Igreja despojada e presente no meio do povo.




A palavra de Deus, quando semeada com generosidade, sempre produz frutos abundantes. E o Senhor também se regozija conosco ao ver brotar comunhão e esperança, justiça e fraternidade.

Leitura (Verdade)

A parábola contada por Jesus coloca-nos em sintonia com a parábola da "vinha" de Is 5,1-7: um "senhor" plantou uma "vinha", cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e levantou uma torre. A "vinha" de que Jesus aqui fala é Israel - o Povo de Deus. O dono da "vinha" é Deus. Os "vinhateiros" são os líderes religiosos judaicos. Os "servos" enviados pelo "senhor" são, evidentemente, os profetas que os líderes da nação, tantas vezes, perseguiram, apedrejaram e mataram. O "filho" morto "fora da vinha" é Jesus, assassinado fora dos muros de Jerusalém.

Evangelho: Mt 21,33-43 “ “Escutai agora outra parábola! Havia um proprietário que plantou uma vinha; cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, construiu uma torre, arrendou-a a vinhateiros e partiu para o estrangeiro. Quando chegou o tempo da vindima, enviou seus servos para receber dos vinhateiros a parte de seus frutos. E os vinhateiros, agarrando os servos, espancaram um, mataram outro e apedrejaram outro. De novo ele enviou outros servos – em maior número que os primeiros –, e fizeram com eles o mesmo. Por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: ‘Respeitarão meu filho’. Mas, quando os vinhateiros viram o filho, comentaram entre si: ‘Esse é o herdeiro. Vinde, matemo-lo e fiquemos com sua herança!’ E, tendo-o agarrado, lançaram-no para fora da vinha e o mataram. Quando vier, então, o senhor da vinha, o que fará com aqueles vinhateiros?” Responderam-lhe: “Fará perecer violentamente esses malvados e dará sua vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos em seu devido tempo”. Jesus lhes disse: “Nunca lestes na Escritura: ‘A pedra que os construtores rejeitaram, esta se tornou a pedra angular; da parte do Senhor aconteceu isso, e é uma maravilha a nossos olhos’? Por isso vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será confiado a um povo que produza seus frutos."

“A família se esforça, cuida bem dos filhos, e um sai diferente. Acontece também entre casais que se entendiam tão bem no início e, depois, um vai embora sem dizer nada. A violência se reveste de várias roupagens, mas é sempre violência e desagrada a Deus. É o que mais desagrada a Deus. Depois de cada ato de criação, Deus viu que era bom, e, por fim, viu que tudo era muito bom, para, logo em seguida, olhar a terra e ver que tudo estava corrompido por causa da violência dos seres humanos. Uma pedra da construção foi jogada fora com violência e tornou-se a pedra principal. Sobre ela, os mansos rejeitados fazem nova construção. Sim, os mansos possuirão a terra.” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

A parábola de hoje convida-nos, a deixar o comodismo e a negligência para levar a sério o nosso compromisso com Deus e com o Reino e a darmos frutos consequentes.
O meu compromisso com o Reino é sincero e empenhado?
Quais são os frutos que eu produzo?
Quando se trata de fazer opções, ganha o meu comodismo ou a minha vontade de servir a construção do Reino?
Como é que eu entendo e vivo a minha caminhada de fé?
Como é que, no dia a dia, acolhemos e inserimos na nossa vida os valores de Jesus?

Oração (Vida)

Este é o momento de dar a sua resposta de amor e adesão a Deus. Sintetize o que viveu com a Palavra e apresente ao Senhor.
Sua resposta a Deus pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. O importante é dirigir a Ele a sua oração pessoal, apresentando-lhe também as realidades que o/a cercam.
Oração de São Francisco

Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
No desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado.
Compreender que ser compreendido. Amar que ser amado.
Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida eterna. Amém!

Contemplação (Vida e Missão)

Escolher "um "fruto" possível para produzir nesta semana: um gesto ou uma palavra de reconciliação em relação a alguém; uma partilha com um vizinho necessitado; ou uma iniciativa que pareça ainda mais gratuita e que traga alegria. Para os mais empenhados na vida espiritual: em cada dia, produzir um fruto de amor!

Bênção

Benção de São Francisco:
O Senhor vos abençoe e vos guarde.
Vos mostre a sua face e se compadeça de vós.
Volva para vós o seu rosto e vos dê a paz!
O Senhor vos abençoe, Pai, Filho, Espírito Santo.

Ir. Carmen Maria Pulga

A contextualização é fundamental para a justa compreensão da parábola dos vinhateiros, que pode ser lida tanto em função de Jesus Cristo como em função da comunidade de fé. Quanto à primeira, Jesus declarava que tinha pleno conhecimento do que as autoridades de Jerusalém iriam fazer com ele. Quanto à segunda, a comunidade de fé, contando a parábola, preparava os catecúmenos para a narrativa da Paixão e morte de Jesus. Nas duas, o juízo de Deus sobre os malvados fica em evidência. Eis o significado dos elementos da parábola. Na antiguidade, como em muitos locais ainda hoje, os donos de terras arrendavam-nas a pessoas que pagavam pelo seu uso com parte da colheita. O dono da casa, que planta a vinha, é Deus. A vinha é Israel, povo instalado na terra prometida aos patriarcas e que foi dada em herança aos filhos que nela entraram sob o líder Josué. A cerca, o lagar e a torre representam a preocupação com a plantação pela proteção de Deus. Os vinhateiros são os líderes do povo. Na época de Jesus, eram os sumos sacerdotes, sacerdotes, fariseus, escribas etc. A colheita representa a justiça divina esperada. O ajuste de contas atesta as intenções dos líderes do povo. Os servos enviados nos dois momentos são os profetas que Deus suscitou para manter o povo fiel à aliança e à observância dos mandamentos. O ponto alto da parábola encontra-se na decisão do dono da vinha de enviar o próprio filho aos vinhateiros. Surpreende que a sorte do filho herdeiro seja oposta à que foi esperada. Assim, o filho é Jesus e as ações que sofre apontam para a narrativa da Paixão. Aos destinatários, Jesus apresentou o domínio de Deus como justo juiz; porém foi além da sentença dada por eles ao associar a si mesmo a pedra rejeitada pelos construtores. Assim, ofereceu uma interpretação para a citação de Salmos 118,22-23. Jesus emitiu um juízo sobre os destinatários não com base na resposta dada para sua pergunta, mas sim no tipo de relação que se estabeleceu: “Quem cair sobre essa pedra será esfacelado e sobre quem ela cair será esmagado”. A verdade salvífica, revelada em Jesus Cristo, em particular no Mistério Pascal, se torna insuportável para quem não adere a ela pela fé. Além disso, o Reino de Deus será tirado das mãos dos destinatários e passará para as mãos de um povo que o fará frutificar. É uma referência tanto aos apóstolos e discípulos como aos que hão de crer em Jesus: os bem-aventurados (Mt 5,3-12); os pequenos (Mt 18,1-5; 19,13-15); os publicanos e as prostitutas, isto é, os pecadores que se convertem (Mt 21,31-32). Que o Senhor nos livre do mal da usurpação dos seus bens em proveito próprio!

Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.