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Sábado, 20 de Abril de 2024
Paulinas - A comunicação a serviço da vida

Evangelho do dia 03/12/2023

1º Domingo do Advento - Ano B - Roxa
1ª Leitura: Is 63,16b-17.19b, 64,2b-7 Salmo: Sl 80(79) - Desperta tua valentia e caminha para nossa salvação. 2ª Leitura: 1Cor 1,3-9
evangelho
O que vos digo, digo a todos: vigiai! - Mc 13,33-37

Estai atentos, vigiai: pois não sabeis quando é o momento. É como um homem que viajou para longe, deixando sua casa e dando a seus servos autoridade, a cada um seu trabalho, e ao porteiro ordenou que vigiasse. Vigiai, portanto, porque não sabeis quando o senhor da casa vem: ou à tarde, ou no meio da noite, ou ao cantar do galo, ou de manhã. Não aconteça que, chegando improvisamente, vos encontre dormindo. O que vos digo, digo a todos: vigiai!

A Bíblia: Novo Testamento, tradução da editora Paulinas, 2015.
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Oração Inicial

1º Domingo do Advento. O Tempo Litúrgico do Advento é memorável, pois, ao mesmo tempo em que nos preparamos para celebrar o Natal do Senhor, meditamos sobre o juízo de Deus e o coroamento de toda a história com a vinda gloriosa do Senhor. Procuremos entender este Tempo Litúrgico e assim o celebraremos com profundidade de coração e de alma.



Rezemos: “Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.”

Leitura (Verdade)

Estar atentos e vigilantes é estar em sintonia com a proposta do Evangelho. Deixemos que a Palavra de Jesus penetre em nosso ser, produza frutos para nossa salvação.

Evangelho: Mc 13,33-37 “Estai atentos, vigiai: pois não sabeis quando é o momento. É como um homem que viajou para longe, deixando sua casa e dando a seus servos autoridade, a cada um seu trabalho, e ao porteiro ordenou que vigiasse. Vigiai, portanto, porque não sabeis quando o senhor da casa vem: ou à tarde, ou no meio da noite, ou ao cantar do galo, ou de manhã. Não aconteça que, chegando improvisamente, vos encontre dormindo. O que vos digo, digo a todos: vigiai!”

“O Advento é um tempo de intensa esperança e de muita oração. A coroa, as quatro velas, traz presente as quatro semanas que antecedem o Natal. Jesus vai nascer! Um dia foi em uma gruta; hoje, ele quer que nosso coração seja a manjedoura. Sejamos profundamente orantes neste período: “Vem, Senhor Jesus, o mundo precisa de ti!”. Além da oração mais intensa, o Natal nos convida a um gesto concreto. Como é maravilhoso fazer o encontro da oração com a ação! Por ser o tempo da esperança, o Advento nos convida à vigilância. O Senhor sempre está chegando e aguarda nossa acolhida. Não saber o momento da chegada implica atenção contínua. Estar espiritualmente preparado é motivo de intensa alegria”. (Viver a Palavra – 2023. Frei Jaime Bettega- Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

Estar vigilante é estar atento aos valores do Reino, à proposta do Evangelho:
O que o texto diz para mim?
Que luz Jesus me revela, com sua pessoa e sua mensagem?
De que maneira a Palavra deste Evangelho me compromete?

Oração (Vida)

“Ó Espírito Santo! Dai-me um coração grande, aberto à vossa silenciosa e forte palavra inspiradora; fechado a todas as ambições mesquinhas; alheio a qualquer desprezível competição humana; compenetrado do sentido da Santa Igreja! Um coração grande, desejoso de se tornar semelhante ao Coração do Senhor Jesus. Um coração grande e forte, para amar a todos, para servir a todos, para sofrer por todos. Um coração grande e forte, para superar todas as provações, todo tédio, todo cansaço, toda ofensa, toda desilusão. Um coração grande e forte e constante até o sacrifício, quando for necessário. Um coração cuja felicidade é palpitar com o coração de Cristo e cumprir humilde e fielmente a vontade do Pai. Amém” (Papa Paulo VI).

Contemplação (Vida e Missão)

Este é o momento de responder à presença de Deus em nossa vida com um compromisso, um gesto concreto. De que forma você deseja colocar em prática os apelos que a Palavra de Deus despertou em seu coração neste dia?

Bênção

O Senhor Jesus Cristo esteja ao meu lado para me sustentar,
Dentro de mim para me encorajar,
Diante de mim para me orientar,
Atrás de mim para me proteger,
Acima de mim para me abençoar.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.
Que a bênção de Deus Pai de amor e bondade desça sobre mim, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Ir. Carmen Maria Pulga

Começou um novo Ano Litúrgico. Iniciamos o Advento, como tempo de preparação ao Natal. Esse tempo especial tem duas etapas: a primeira vai até o dia 16 de dezembro; a segunda, entre 17 e 24 de dezembro. Na primeira fase, prevalece a preparação mais geral para o Natal, especialmente dedicada à segunda vinda de Cristo, a vinda gloriosa como Juiz e Senhor da história. Na segunda etapa, o tema central é o mistério da encarnação. Personagens centrais do período do Advento são: Isaías, João Batista, Jesus, José e Maria. Deus quer nos visitar. Ao longo destas quatro semanas, visitaremos várias facetas desse tempo, especialmente: a vigilância, a conversão, a alegria e a fé. Prevalecem a esperança e a expectativa, alimentadas pela oração. Isaías nos oferece uma espécie de queixa ou de súplica do povo de Israel no período de reconstrução da nação, depois do exílio. Se Deus é Pai, Redentor e Criador, por que permite a desobediência do seu povo, por que permite nossas escolhas equivocadas? Trata-se de um povo que sente Deus distante, mas que ora com o coração cheio de esperança, pois compreende que ele é que se afastou de Deus. Arrependido, clama: “Ah, se rompesses os céus e descesses!”. O pecado do povo o faz sentir-se imundície, um pano sujo ou uma planta murcha e sem vida. Israel quer voltar ao seu Deus, mas reconhece que isso só será possível se o próprio Deus tomar a iniciativa e revelar o seu rosto de Pai, Redentor e Oleiro. O pai é a base da estrutura social de Israel, ponto de unidade; o redentor é aquele que restabelece a justiça e a liberdade; e o oleiro remete ao processo de recriação. Em Cristo, Deus vem ao nosso encontro. Paulo, escrevendo a sua comunidade mais complicada, Corinto, recorda primeiro os benefícios que Deus operou no seio da comunidade cristã por meio de Jesus Cristo. Ele nos cumulou de todos os dons e carismas; capacitou-nos para a perseverança, para manter-nos em um comportamento irrepreensível na espera de sua vinda; chamou-nos à comunhão com ele. Esse dom de Deus é a fonte de toda esperança. No trecho do Evangelho, uma unidade do Discurso Escatológico de Marcos, Jesus nos convida à vigilância, a uma espera dinâmica da vinda do Filho do Homem. O cristão que vive à espera do seu Senhor deve assumir as próprias responsabilidades, pois somos empregados responsáveis pela administração da casa. O Senhor retornará, mas não conhecemos o momento. Não podemos dormir. É preciso manter a vigilância, pela fé, pela oração e pela caridade operosa. O patrão, os servos e a casa são uma boa metáfora para falar da comunidade cristã. Nossa vida cristã é como se fosse uma noite de vigília. A única alternativa, para nós, é esperarmos o Senhor como pessoas convertidas pelo serviço, pela empatia, pela solidariedade, mas, acima de tudo, pelo reconhecimento de que Deus é Deus. Na vinda gloriosa do Senhor, vai se revelar a plena comunhão com ele, selada na pessoa do Filho pelo amor que é o Espírito.

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, ‘A Bíblia dia a dia 2023’, Paulinas.