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Sábado, 14 de Fevereiro de 2026
Paulinas - A comunicação a serviço da vida

Evangelho do dia 14/02/2026

São Cirilo, monge e São Metódio, bispo, memória - Ano A - Branca
1ª Leitura: 1Rs 12,26-32, 13,33-34 Salmo: Sl 105(106) - Senhor, lembra-te de mim.
evangelho
Naqueles dias, havia, novamente, uma grande multidão e não tinham o que comer. Jesus disse-lhes: “Tenho compaixão da multidão" - Mc 8,1-10

“Naqueles dias, havia, novamente, uma grande multidão e não tinham o que comer. Jesus disse-lhes: “Tenho compaixão da multidão. Já faz três dias que permanecem comigo e não têm o que comer. Se os despeço em jejum para suas casas, desfalecerão pelo caminho, e alguns deles vieram de longe”. Seus discípulos lhe responderam: “Como alguém poderia saciar de pão a estes, aqui, em um lugar ermo?” Ele lhes perguntou: “Quantos pães tendes?” “Sete”. E ordenou à multidão que se acomodasse por terra. Então, tendo tomado os sete pães, deu graças, partiu-os e dava a seus discípulos para que os distribuíssem, e distribuíram-nos à multidão. E tinham alguns peixinhos; tendo-os abençoado, disse que também esses fossem distribuídos. Comeram, ficaram saciados” […].

A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.
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Oração Inicial

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

O Senhor nos convida a segui-lo, nos chama para dizer nosso sim ao seu amor. Iniciemos a nossa oração pedindo ao Espírito Santo que nos ilumine:




Senhor, eu vos louvo e agradeço pelo grande dom do Evangelho. Que ele seja conhecido, aceito e amado por todos.

Leitura (Verdade)

O que diz o texto bíblico? Faça a leitura do Evangelho quantas vezes julgar necessário e destaque os verbos e os personagens que aparecem no texto. A compaixão de Jesus pela multidão é a causa de sua entrega em favor de toda a humanidade.

Evangelho: Mc 8,1-10 “Naqueles dias, havia de novo uma grande multidão e não tinha o que comer. Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: “Tenho compaixão da multidão. Já faz três dias que permanecem comigo e não têm o que comer”. Seus discípulos lhe responderam: “Como alguém poderia saciar de pão a estes, aqui, em um lugar ermo?” Ele lhes perguntou: “Quantos pães tendes?” Disseram: “Sete”. E ordenou à multidão que se acomodasse. Então, tendo tomado os sete pães, deu graças, partiu-os e dava a seus discípulos para que os distribuíssem. E tinham alguns peixinhos; tendo-os abençoado, disse que também esses fossem distribuídos. Comeram, ficaram saciados e recolheram sete cestos com os pedaços que sobraram. Eram quatro mil, mais ou menos. E Jesus os despediu. Subindo logo na barca com seus discípulos, Jesus foi para a região de Dalmanuta.

“Para conhecer alguém, observamos o que diz e o que faz. Olhando para Jesus, vemos que está sempre em sintonia com os outros. Ele sente as pessoas e seus problemas. As pessoas não são meros números ou peças de uma grande engrenagem que se chama igreja, paróquia, família, firma, escritório. São seres vivos que se alegram e que sofrem nas situações em que se encontram. Parece que Jesus multiplicou pães e peixes mais de uma vez para alimentar a multidão que o seguia. É claro que o povo gostaria que Jesus multiplicasse sempre o pão. Na realidade, o que Jesus espera é que todos aprendamos com ele a multiplicar o que temos, partilhando com os que não têm. “Tenho compaixão da multidão”, disse ele.” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

O que este evangelho me diz?
Em primeiro lugar, que Jesus se preocupa e «sente compaixão» do homem todo: corpo e alma. O evangelho da multiplicação dos pães oferece um detalhe que pode nos ajudar a encontrar a resposta. Jesus não estalou os dedos para que aparecesse, como mágica, pão e peixe para todos. Ele perguntou o que eles tinham; convidou a compartilhar o pouco que tinham: 7 pães e alguns peixinhos.
Eu, você, nós somos agora o menino anônimo do Evangelho que temos muito bem guardados os sete pães e alguns peixinhos que podem ser distribuídos a todos.
Qual é minha atitude?

Oração (Vida)

Este é o momento de dar a sua resposta de amor e adesão a Deus. Sintetize o que viveu com a Palavra e apresente ao Senhor. Sua resposta a Deus pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. O importante é dirigir a Ele a sua oração pessoal, apresentando-lhe também as realidades que o/a cercam.

“Senhor, daí-me alguém para amar.
Senhor, quando eu tiver fome, dai-me alguém que necessita de comida; quando tiver sede, dai-me alguém que precise de água; quando tiver frio, dai-me alguém que necessite de calor.
Quando tiver um aborrecimento, dai-me alguém que necessite de consolo; quando minha cruz parecer pesada, dai-me compartilhar a cruz do outro; quando me achar pobre, ponde a meu lado alguém necessitado.
(…) Tornai-nos dignos, Senhor, de servir nossos irmãos que vivem e morrem pobres e com fome no mundo de hoje.
Dai-lhes, através de nossas mãos, o pão de cada dia, e dai-lhes, graças ao nosso amor compassivo, a paz e a alegria.” (Madre Teresa de Calcutá)

Contemplação (Vida e Missão)

Acabo de partilhar o pão da Palavra que a internet multiplicou. Resta-me uma tarefa: recolher “os pedaços que sobraram”, e fazer a Palavra chegar também a quem não participou do banquete. Como discípulo/a e missionário/a parto agora para a bela tarefa de comunicar a mensagem, sugerindo esta reflexão a alguém próximo ou distante.

Bênção

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Carmen Maria Pulga

A segunda versão da multiplicação dos pães (Mc 6,30-44) não acentua a preocupação dos discípulos, mas de Jesus, que, por sua vez, os indaga com base na sua compaixão pelo povo que o seguia havia três dias. Diferenças são notadas quanto ao número de pães, dos peixes, de pessoas saciadas, dos cestos recolhidos, e quanto ao local onde aconteceu o milagre: território gentílico. Fica claro que a pregação do Evangelho e a exposição da doutrina cristã não podem ignorar as necessidades básicas do povo. Considerar a multiplicação dos pães e dos peixes um aceno à Eucaristia faz todo sentido, se não se ignora que a fração do pão também visava à partilha dos dons, amenizando a fome dos fiéis mais necessitados, que só foram despedidos após terem sido saciados. A participação dos discípulos não foi dispensada, embora mais importante que o milagre seja quem o realiza e por que foi realizado.

Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.