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Domingo, 22 de Março de 2026
Paulinas - A comunicação a serviço da vida

Evangelho do dia 22/03/2026

5º Domingo da Quaresma - Ano A - Roxa
1ª Leitura: Ez 37,12-14 Salmo: Sl 129(130) - Senhor, quem ficará de pé. 2ª Leitura: Rm 8,8-11
evangelho
Lázaro, vem para fora! - Jo 11,1-45

Havia alguém doente: Lázaro de Betânia, o povoado de Maria e de Marta, irmã dela. Maria era aquela que ungira o Senhor com perfume e enxugara-lhe os pés com os cabelos dela; quem estava doente era Lázaro, irmão dela. Então as irmãs mandaram dizer a Jesus: “Senhor, eis que aquele que amas está doente”. Jesus, porém, tendo ouvido, disse: “Essa doença não é para a morte, mas para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja glorificado por ela”. Jesus amava Marta, sua irmã e Lázaro. Mas, quando ouviu que Lázaro adoecera, permaneceu ainda dois dias no lugar onde estava. Em seguida, depois disso, disse aos discípulos: “Vamos novamente à Judeia”. Disseram-lhe os discípulos: “Rabi, agora mesmo os judeus te buscavam para apedrejar-te, e novamente queres ir para lá?” Respondeu Jesus: “Não são doze as horas do dia? Quem caminha durante o dia não tropeça, porque vê a luz deste mundo. Mas quem caminha durante a noite tropeça, porque nele não há luz”. Disse essas coisas e, depois, disse-lhes: “Lázaro, nosso amigo, dorme, mas vou para despertá-lo”. Disseram-lhe, então, os discípulos: “Senhor, se dorme, estará salvo”. Jesus falara a respeito da morte dele. Eles, porém, pensaram que estivesse falando a respeito do repouso do sono. Então Jesus lhes disse abertamente: “Lázaro morreu, e alegro-me por vossa causa de não ter estado lá, para que creiais. Mas vamos para junto dele”. Disse, então, Tomé, chamado Gêmeo, a seus condiscípulos: “Vamos também nós e morramos com ele”. Quando Jesus chegou, encontrou Lázaro, que já estava no sepulcro havia quatro dias. Betânia era perto de Jerusalém, cerca de quinze estádios. Muitos judeus tinham vindo até Marta e Maria para consolá-las pelo irmão. Quando Marta ouviu que Jesus estava chegando, foi encontrá-lo. Maria, porém, ficou em casa sentada. Disse, então, Marta a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mas ainda agora sei que, quanto pedires a Deus, Deus te dará”. Disse-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. Disse-lhe Marta: “Sei que ressuscitará, na ressurreição, no último dia”. Disse-lhe Jesus: “Sou eu a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá, e quem vive e crê em mim jamais morrerá. Crês isso?” Disse-lhe: “Sim, Senhor! Eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, aquele que vem ao mundo”. Tendo dito isso, foi chamar Maria, sua irmã, dizendo-lhe reservadamente: “O Mestre está aqui e te chama”. Ela, assim que ouviu, levantou-se depressa e foi até ele. Jesus ainda não entrara no povoado e estava no lugar em que Marta o encontrara. Os judeus que estavam com Maria, na casa, consolando-a, vendo-a levantar-se apressadamente e sair, seguiram-na, pensando que ela iria ao sepulcro para lamentar-se ali. Maria chegou ao lugar onde Jesus estava; ela o viu e caiu a seus pés dizendo-lhe: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido”. Quando Jesus a viu lamentando-se e os judeus que estavam com ela também se lamentando, sentiu uma comoção e ficou agitado interiormente. Ele disse: “Onde o pusestes?” Disseram-lhe: “Senhor, vem e vê!” Jesus chorou. Diziam, então, os judeus: “Vede como ele o amava!” Alguns dentre eles, porém, disseram: “Ele, que abriu os olhos do cego, também não podia ter feito com que este não morresse?” Jesus, então, novamente, comovido em seu íntimo, veio ao sepulcro. Este era uma gruta com uma pedra colocada à sua entrada. 39 Disse Jesus: “Retirai a pedra!” Disse-lhe Marta, a irmã do morto: “Senhor, já cheira mal, pois é o quarto dia”. Disse-lhe Jesus: “Eu não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?” Retiraram a pedra. Então Jesus ergueu os olhos para o alto e disse: “Pai, eu te agradeço, porque me ouviste. Eu sei que sempre me ouves, mas eu disse por causa da multidão que está aqui em volta, para que creiam que tu me enviaste”. Tendo dito isso, gritou com voz forte: “Lázaro, vem para fora!” Saiu o que estivera morto, com os pés e as mãos atados com faixas e seu rosto envolvido em um sudário. Disse-lhes Jesus: “Desatai-o e deixai-o ir!” Então muitos dos judeus que tinham vindo visitar Maria e viram o que ele fizera creram nele. Alguns dentre eles, no entanto, foram até os fariseus e contaram-lhes o que Jesus fizera.

A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.
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Oração Inicial

Preparo-me para a oração. Tranquilizo meus pensamentos: “Senhor, sei que estás aqui comigo. Ajuda-me a permanecer na tua presença”.
Estamos no 5º Domingo da Quaresma. Faço o sinal da cruz e coloco-me diante de Deus, com tudo o que sou e tenho. Deixo que sua graça me plenifique e a sua luz ilumine minha mente para que a Palavra renove minhas atitudes e fortaleça a minha fé.
Abra seu coração e, junte-se ao povo de Deus, neste momento em que a Palavra do Senhor pode nos libertar com sua luz, sua verdade e sua graça.




Oração: Nós vos pedimos Pai de bondade, que corrigidos pela penitência e renovados pelas boas obras, possamos perseverar nos vossos mandamentos e chegar purificados às festas pascais. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito santo. Amém.

Leitura (Verdade)

Pai, dá-me a graça de compreender a ressurreição de Jesus como vitória da vida e como sinal de que a morte não tem a última palavra sobre o destino daqueles que crêem.
Façamos um momento de silêncio para que a Palavra do Senhor encontre profundidade em nós.
Medite este Evangelho e resgate as palavras mais vigorosas, as mais significativas para você.

Evangelho: Jo 11,1-45 “Havia alguém doente: Lázaro de Betânia, o povoado de Maria e de Marta, irmã dela. Maria era aquela que ungira o Senhor com perfume e enxugara-lhe os pés com os cabelos dela; quem estava doente era Lázaro, irmão dela. Então as irmãs mandaram dizer a Jesus: “Senhor, eis que aquele que amas está doente”. Jesus, porém, tendo ouvido, disse: “Essa doença não é para a morte, mas para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja glorificado por ela”. Jesus amava Marta, sua irmã e Lázaro. Mas, quando ouviu que Lázaro adoecera, permaneceu ainda dois dias no lugar onde estava. Em seguida, depois disso, disse aos discípulos: “Vamos novamente à Judeia”. Disseram-lhe os discípulos: “Rabi, agora mesmo os judeus te buscavam para apedrejar-te, e novamente queres ir para lá?” Respondeu Jesus: “Não são doze as horas do dia? Quem caminha durante o dia não tropeça, porque vê a luz deste mundo. Mas quem caminha durante a noite tropeça, porque nele não há luz”. Disse essas coisas e, depois, disse-lhes: “Lázaro, nosso amigo, dorme, mas vou para despertá-lo”. Disseram-lhe, então, os discípulos: “Senhor, se dorme, estará salvo”. Jesus falara a respeito da morte dele. Eles, porém, pensaram que estivesse falando a respeito do repouso do sono. Então Jesus lhes disse abertamente: “Lázaro morreu, e alegro-me por vossa causa de não ter estado lá, para que creiais. Mas vamos para junto dele”. Disse, então, Tomé, chamado Gêmeo, a seus condiscípulos: “Vamos também nós e morramos com ele”. Quando Jesus chegou, encontrou Lázaro, que já estava no sepulcro havia quatro dias. Betânia era perto de Jerusalém, cerca de quinze estádios. Muitos judeus tinham vindo até Marta e Maria para consolá-las pelo irmão. Quando Marta ouviu que Jesus estava chegando, foi encontrá-lo. Maria, porém, ficou em casa sentada. Disse, então, Marta a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mas ainda agora sei que, quanto pedires a Deus, Deus te dará”. Disse-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. Disse-lhe Marta: “Sei que ressuscitará, na ressurreição, no último dia”. Disse-lhe Jesus: “Sou eu a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá, e quem vive e crê em mim jamais morrerá. Crês isso?” Disse-lhe: “Sim, Senhor! Eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, aquele que vem ao mundo”. Tendo dito isso, foi chamar Maria, sua irmã, dizendo-lhe reservadamente: “O Mestre está aqui e te chama”. Ela, assim que ouviu, levantou-se depressa e foi até ele. Jesus ainda não entrara no povoado e estava no lugar em que Marta o encontrara. Os judeus que estavam com Maria, na casa, consolando-a, vendo-a levantar-se apressadamente e sair, seguiram-na, pensando que ela iria ao sepulcro para lamentar-se ali. Maria chegou ao lugar onde Jesus estava; ela o viu e caiu a seus pés dizendo-lhe: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido”. Quando Jesus a viu lamentando-se e os judeus que estavam com ela também se lamentando, sentiu uma comoção e ficou agitado interiormente. Ele disse: “Onde o pusestes?” Disseram-lhe: “Senhor, vem e vê!” Jesus chorou. Diziam, então, os judeus: “Vede como ele o amava!” Alguns dentre eles, porém, disseram: “Ele, que abriu os olhos do cego, também não podia ter feito com que este não morresse?” Jesus, então, novamente, comovido em seu íntimo, veio ao sepulcro. Este era uma gruta com uma pedra colocada à sua entrada. Disse Jesus: “Retirai a pedra!” Disse-lhe Marta, a irmã do morto: “Senhor, já cheira mal, pois é o quarto dia”. Disse-lhe Jesus: “Eu não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?” Retiraram a pedra. Então Jesus ergueu os olhos para o alto e disse: “Pai, eu te agradeço, porque me ouviste. Eu sei que sempre me ouves, mas eu disse por causa da multidão que está aqui em volta, para que creiam que tu me enviaste”. Tendo dito isso, gritou com voz forte: “Lázaro, vem para fora!” Saiu o que estivera morto, com os pés e as mãos atados com faixas e seu rosto envolvido em um sudário. Disse-lhes Jesus: “Desatai-o e deixai-o ir!” Então muitos dos judeus que tinham vindo visitar Maria e viram o que ele fizera creram nele. Alguns dentre eles, no entanto, foram até os fariseus e contaram-lhes o que Jesus fizera.”

“As forças da morte agem com esperteza, mas já não são vencedoras. Aqui estamos todos ressuscitando, cantando como a cigarra depois de um ano debaixo da terra. Somos mártires da paciência, sempre esperando, com a certeza de que alguém nos resgatará. Iremos cantando, salvos do naufrágio, das noites de desespero, saindo vivos do próprio enterro. “Tantas vezes me mataram, tantas vezes eu morri, no entanto, aqui estou, ressuscitando.” Foi assim com Lázaro, o amigo de Jesus. A morte o pegou, levou-o para sua casa e trancou a porta. Jesus abriu a porta e trouxe Lázaro para fora. A morte então pegou Jesus, mas ele ressuscitou! Onde está, ó morte, a tua vitória?” (Viver a Palavra - Côn. Celso Pedro da Silva -2026 Paulinas Editora)

Meditação (Caminho)

Deixe ressoar a palavra que calou mais forte durante a leitura. Tome consciência do movimento interno que a palavra suscitou em você, preste atenção aos seus pensamentos, sentimentos, iluminação, inspiração, apelo….
Quais questionamentos a Palavra lhe faz hoje? Quais respostas a Palavra lhe apresenta? As palavras e os gestos de Jesus tocam sua vida e inspiram suas ações?
Com Marta e Maria, agradeçamos a Jesus, e proclamemos nossa fé nele como o Messias, o Libertador, comprometendo-nos a ser instrumentos de sua vida e liberdade, diante dos diferentes túmulos que nos encontramos no dia-a-dia.

Oração (Vida)

Apresente o desejo que brotou em seu coração e faça sua prece de agradecimento ou pedido.
Conclua com a oração: “Jesus, divino Mestre, nós vos adoramos, Filho muito amado do Pai, caminho único para chegarmos a ele. Nós vos louvamos e agradecemos, porque sois o exemplo que devemos seguir. Com simplicidade queremos aprender de vós o modo de ver, julgar e agir. Queremos ser atraídos por vós, para que, caminhando nas vossas pegadas, possamos viver dia a dia a liberdade dos filhos de Deus e buscar, em tudo, a vontade do Pai. Aumentai nossa esperança, impulsionando plenamente o nosso ser e o nosso agir. Ajudai-nos a retratar em nossa vida a vossa imagem, para que assim vos possamos possuir eternamente no céu. Amém.

Contemplação (Vida e Missão)

Qual é a aplicação da Palavra de Deus em sua vida? O que ela lhe propõe viver? Como você pretende atingir esse propósito?

Bênção

Benção especial da Quaresma
- Deus Pai de misericórdia, conceda a todos, como concedeu ao filho pródigo, a alegria do retorno a casa. Amém.
- O Senhor Jesus Cristo, modelo de oração e de vida, nos guie nesta jornada quaresmal a uma verdadeira conversão. Amém.
- O Espírito de sabedoria e fortaleza nos sustente na luta contra o mal, para podermos com Cristo celebrar a vitória da Páscoa. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Carmen Maria Pulga

A ressurreição de Lázaro, nome que significa “Deus ajuda ou socorre”, é o sétimo sinal que Jesus realizou segundo o Quarto Evangelho, ponto alto da revelação da glória de Jesus que glorifica o Pai. A sequência narrativa pode ser facilmente percebida: doença (vv. 1-6); morte e sepultura (vv. 7-37); ressurreição (38-44); reação dos presentes (v. 45). Na primeira parte, Jesus recebeu a notícia de que Lázaro, identificado com “teu amigo”, estava doente. Ele reagiu à notícia afirmando que a doença não era para a morte, mas para a glória de Deus e para que ele fosse glorificado. Logo, é uma manifestação salvífica, isto é, uma experiência de vida diante da morte. A espera de dois dias serviu para deixar a doença seguir o seu curso e levar Lázaro à morte. Na segunda parte, Jesus decidiu voltar à Judeia, mesmo sabendo que corria risco de morte. Por isso, declarou o motivo da sua decisão, alargando o grau de afinidade do doente com todo o grupo: “Lázaro, nosso amigo, dorme, mas vou para despertá-lo”. Diante da incompreensão dos discípulos, afirmou: “Lázaro morreu”; e justificou o motivo da sua espera: “Alegro-me por vossa causa de não ter estado lá, para que creiais”. Ainda assim, a incompreensão continuou, pois Tomé disse: “Vamos também nós e morramos com ele”. Antes de realizar o sinal, Jesus se encontrou com as duas irmãs: Marta e Maria. Pelo diálogo, percebe-se que era necessário reacender a chama da fé nas duas que disseram a mesma coisa: “Se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido” (v. 21.32). Jesus não escondeu os seus sentimentos, comoveu-se profundamente; razão pela qual os presentes afirmaram: “Vede como ele o amava!”. Além disso, evocaram, provavelmente, a cura do cego de nascença (Jo 9). Na terceira parte, Jesus se colocou diante do lugar onde depuseram o corpo de Lázaro. A ordem para rolar a pedra serve para viabilizar a comunicação de Jesus com Lázaro. A objeção de Marta serve, por um lado, para que o sinal tenha um valor ainda maior, pois “já cheira mal”, mas, por outro lado, possibilita a Jesus reafirmar o valor da fé: “Eu não te disse que, se creres, verás a glória de Deus”. O feito operado por Jesus se fundamenta na sua relação filial com o Pai. Como Jesus sempre é ouvido, Lázaro também o ouvirá: “Vem para fora!”. A vida é restituída quando a liberdade é restituída. Enfim, o resultado, “creram nele”, confirma o que dissera ao Pai, “para que creiam que tu me enviaste”. Esse episódio não se encontra nos Sinóticos, mas ilustra a missão salvífica de Jesus, que doa vida nova à humanidade. Jesus foi condenado à morte porque devolveu a vida a quem morrera. Será que essa contradição nos provoca? Que ouçamos Jesus dizer também a nós: “Vem para fora!”.

Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.