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Quarta-feira, 17 de Julho de 2024
Paulinas - A comunicação a serviço da vida

Evangelho do dia 09/11/2023

Dedicação da Basílica do Latrão - Ano A - Branca
1ª Leitura: Ez 47,1-2.8-9.12 ou 1Cor 3,9c-11.16-17 Salmo: Sl 46(45) - Deus é abrigo e força para nós.
evangelho
Em quarenta e seis anos foi construído este santuário, e tu o erguerás em três dias? - Jo 2,13-22

Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. No Templo, ele encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas, e os cambistas em suas bancas. Tendo feito um chicote de cordas, expulsou todos do Templo, e as ovelhas e os bois; esparramou o dinheiro dos banqueiros e virou as bancas, e disse aos vendedores de pombas: “Tirai estas coisas daqui. Não façais da casa de meu Pai uma casa de negócio”. Seus discípulos lembraram-se do que está escrito: “O zelo de tua casa me consumirá”. Os judeus, então, lhe perguntaram: “Que sinal nos mostras para fazeres estas coisas?” Jesus lhes respondeu: “Destruí este santuário e, em três dias, eu o erguerei”. Os judeus, então, disseram: “Em quarenta e seis anos foi construído este santuário, e tu o erguerás em três dias?” Ele, no entanto, falava do santuário de seu corpo. Quando foi ressuscitado dos mortos, seus discípulos lembraram-se de que dissera isso e creram na Escritura e na Palavra de Jesus.

A Bíblia: Novo Testamento, tradução da editora Paulinas, 2015.
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Oração Inicial

Somos convocados a orar com a Palavra de Deus e reunir-nos em nome de Cristo. Façamos comunhão com a Igreja, povo de Deus, que na fé, nos torna verdadeiros Templos do Espírito Santo.


Agora, entre em seu templo e faça sua oração: “Senhor Jesus, olho para meu santuário interior e temo a tua indignação. Mas não recuo. Rogo que expulses tudo que em mim é indigno de permanecer na tua presença, tudo o que é mercadoria, moeda de câmbio, interesses mesquinhos. Pelo menos neste momento, faça de meu coração morada do Pai, e que esta experiência deixe em mim o gosto da oração simples, pura, que me nutre de teu divino amor.”

Leitura (Verdade)

O episódio da expulsão dos vendedores do templo é narrado pelos evangelhos sinóticos na última semana de Jesus, após relatar sua entrada em Jerusalém. A atitude de Jesus surpreende, e os motivos devem, necessariamente, ser graves. O gesto significa o fim de um velho modelo religioso. O novo modelo, que Jesus propõe, dispensa bancas e cambistas. No coração está a vida do povo e o verdadeiro louvor ao Pai. No lugar de um templo material, os templos vivos dos seus filhos e filhas.
Coloque-se diante desta cena do Evangelho e observe como quem está do lado de fora. Onde ela acontece? O que Jesus faz? O que diz? Qual pergunta os judeus fazem? Qual é a resposta de Jesus?

Evangelho: Jo 2,13-22 Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. No Templo, ele encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas, e os cambistas em suas bancas. Tendo feito um chicote de cordas, expulsou todos do Templo, e as ovelhas e os bois; esparramou o dinheiro dos banqueiros e virou as bancas, e disse aos vendedores de pombas: “Tirai estas coisas daqui. Não façais da casa de meu Pai uma casa de negócio”. Seus discípulos lembraram-se do que está escrito: “O zelo de tua casa me consumirá”. Os judeus, então, lhe perguntaram: “Que sinal nos mostras para fazeres estas coisas?” Jesus lhes respondeu: “Destruí este santuário e, em três dias, eu o erguerei”. Os judeus, então, disseram: “Em quarenta e seis anos foi construído este santuário, e tu o erguerás em três dias?” Ele, no entanto, falava do santuário de seu corpo. Quando foi ressuscitado dos mortos, seus discípulos lembraram-se de que dissera isso e creram na Escritura e na Palavra de Jesus.

“O Templo sempre será o lugar sagrado. Jesus bem sabia qual era sua finalidade: ser casa de oração. No entanto, com o passar dos anos, o Templo passou a ser utilizado como um lugar comercial, de manifestações políticas e de demonstrações sociais. Jesus encontra tudo no Templo, menos o espaço sagrado da oração. Sua reação impacta e assusta. Não se trata, porém, de um ato de violência, mas de conscientização quanto ao sentido e o respeito ao que é sagrado. Jesus vai mais longe, prometendo destruir o Templo e em três dias reconstruí-lo. Os judeus não compreenderam as palavras de Jesus, pois demoraram quarenta e seis anos para construir o Templo. O novo Templo é Jesus, que ressuscitou ao terceiro dia.” (Viver a Palavra – 2023. Frei Jaime Bettega- Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

Em primeiro lugar, Jesus deixa claro que os lugares sagrados merecem respeito. Depois, Ele fala do templo de seu Corpo Ressuscitado e dos templos vivos que somos nós, seus filhos e filhas. O que mais este texto lhe diz?
Como você cuida do seu corpo, templo do Espírito Santo?
Se Jesus viesse de surpresa, como encontraria hoje seu templo interior.

Oração (Vida)

Ó Jesus, verdadeira luz que ilumina a humanidade, viestes do Pai para ser nosso mestre e nos ensinar seu caminho na verdade: vida e espírito são as “palavras” que nos destes. Concedei-nos conhecer os mistérios de Deus e suas incompreensíveis riquezas. Mostrai-nos todos os tesouros da sabedoria e da ciência de Deus, que em vós estão guardados. Fazei com que a palavra habite nossa vida e ilumine nossos passos. Fazei com que a palavra se espalhe rapidamente e chegue até os confins da Terra. Maria Rainha dos Apóstolos e os santos Pedro e Paulo sejam nosso exemplo, inspiração e guia. Amém. (oração livremente inspirada nos textos de Pe. Alberione).

Contemplação (Vida e Missão)

Após contemplar a ação de Jesus para com as forças que nos dividem tome uma decisão radical de procurar construir relações humanas mais cristãs, com gestos de amor e atitudes de solidariedade.

Bênção

Concedei, ó Deus, a vossos filhos a benção desejada, para que nutridos por vosso amor produzam frutos de paz e de justiça. Amém.

Ir. Carmen Maria Pulga

A Igreja celebra hoje a festa da Dedicação da Arquibasílica de São João de Latrão, catedral da Diocese de Roma e, portanto, a Sé Episcopal do Bispo de Roma, o Papa. No texto do Evangelho de hoje, Jesus sobe a Jerusalém para a Festa da Páscoa. Ele encontra os vendedores de animais e os cambistas, que faziam a troca de moedas e serviam aos peregrinos vindos dos locais mais distantes. O problema é que isso se tornou um comércio rentável e fonte de grande exploração e corrupção. Jesus faz um gesto profético simbólico, utilizando um chicote de cordas para expulsá-los. Os sinóticos citam Isaías 56,7 e Jeremias 7,11: o Templo, que deveria ser uma casa de oração para todos, tornou-se um covil de ladrões. João faz alusão ao texto de Zacarias 14,21: “Já não haverá mercadores no templo do Senhor dos exércitos naquele dia”. E os discípulos leem o fato a partir do texto do Salmo 69,10: “O zelo por tua casa me devorará”. Jesus, então, passa para um segundo nível da reflexão: o do templo como edifício para a pessoa como santuário do Espírito. Assim deve ser interpretada a Festa da Dedicação de uma igreja. A igreja-templo é o local onde se reúne a Igreja viva, povo de Deus e santuário da Trindade.

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, ‘A Bíblia dia a dia 2023’, Paulinas.