Fundo
Domingo, 08 de Fevereiro de 2026
Paulinas - A comunicação a serviço da vida

Evangelho do dia 08/02/2026

5º Domingo do Tempo Comum - Ano A - Verde
1ª Leitura: Is 58,7-10 Salmo: Sl 111(112) - Feliz o homem que teme o Senhor. 2ª Leitura: 1Cor 2,1-5
evangelho
Comece, assim, vossa luz a brilhar diante dos homens, para que, vendo vossas boas ações, glorifiquem vosso Pai, que está nos céus! - Mt 5,13-16

“Vós sois o sal da terra. Mas, se o sal se tornar insosso, com que ele será salgado? Já não serve para nada, senão para ser jogado fora e pisoteado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode ocultar uma cidade situada no alto de uma montanha. Do mesmo modo, não acendem uma lâmpada para colocá-la sob o cesto, mas no candelabro, para assim iluminar a todos na casa. Comece, assim, vossa luz a brilhar diante dos homens, para que, vendo vossas boas ações, glorifiquem vosso Pai, que está nos céus!”

A Bíblia: tradução da editora Paulinas, 2023.
Clique nos títulos para ler o conteúdo.
Oração Inicial

5.º Domingo do Tempo Comum. Para que vivemos? Qual o sentido da nossa vida? Como devemos marcar a nossa passagem pela terra? Que “obras” devemos fazer? A Palavra de Deus deste Domingo propõe-nos respostas para estas questões. Desafia-nos a ser “luz” que brilha e que ilumina o mundo com as cores de Deus.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Iniciamos um novo dia buscando o Senhor, que em sua Palavra nos alimenta, nutre, fortalece na caminhada e nos indica o caminho da vida plena.
Silenciando seu coração, repita algumas vezes a oração: “Jesus Mestre, iluminai minha mente, movei meu coração, para que esta meditação produza em mim frutos de vida. Amém.”




Jesus recorre a duas metáforas para definir os contornos da missão que vai confiar aos seus discípulos. Os que integram a comunidade do Reino de Deus devem ser “sal da terra” e “luz do mundo”. Com as suas “boas obras”, os discípulos de Jesus devem “dar sabor” à vida e fazer desaparecer as sombras que trazem sofrimento à vida dos seus irmãos.

Leitura (Verdade)

Leia o Evangelho, com calma. Durante a leitura, permita que a Palavra toque profundamente sua vida. Coloque-se em sintonia com as leituras desta liturgia e peça a Jesus que fique com você, para compreender bem e com profundidade sua mensagem de hoje.

Evangelho: Mt 5,13-16 “Vós sois o sal da terra. Mas, se o sal se tornar insosso, com que ele será salgado? Já não serve para nada, senão para ser jogado fora e pisoteado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode ocultar uma cidade situada no alto de uma montanha. Do mesmo modo, não acendem uma lâmpada para colocá-la sob o cesto, mas no candelabro, para assim iluminar a todos na casa. Comece, assim, vossa luz a brilhar diante dos homens, para que, vendo vossas boas ações, glorifiquem vosso Pai, que está nos céus!”

“Jesus é a luz que aparece em um mundo sofrido. Os discípulos, por sua vez, são chamados a ser luz do mundo e sal da terra, e não podem ser diferentes do Mestre, pois, se o amam, o imitam, porque a imitação é a medida do amor. Você é o sal da terra, você é a luz do mundo! Se o sal não salgar, o que fazer com ele? Se a luz não ilumina, para que serve? A palavra de Jesus é forte. É dirigida a todos os seus discípulos para lhes dizer que a Igreja que eles formam deve servir para alguma coisa, deve ser útil para a humanidade e para a glória de Deus. Comunidade insossa é comunidade sem gosto, sem sabor, sem utilidade. Nossa luz deve brilhar no meio em que vivemos, e assim Deus será glorificado.” (Viver a Palavra – 2026 – Côn. Celso Pedro da Silva - Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

O que é que Deus deseja de nós? Qual o papel que Ele nos destina no seu plano salvador?
Que sejamos uma luz que brilha na noite do mundo e que aponta aos homens o caminho que leva à vida verdadeira. Mas, como poderemos ser essa luz?
Seremos luz de Deus no mundo se partilharmos o nosso pão com os famintos, se ficarmos do lado dos injustiçados, se cuidarmos daqueles que ninguém cuida, se formos testemunhas da misericórdia e da bondade de Deus junto daqueles que sofrem. Dessa forma, todos nos verão e todos entenderão o nosso testemunho.
Como é que eu vivo tudo isto?
Como vivo e expresso a fé que anima minha caminhada no hoje, no cotidiano, na história do mundo atual?
O que é que Deus me pede para fazer neste momento da história do mundo?

Oração (Vida)

O que o texto o/a leva a dizer a Deus?
Este é o momento em que você é convidado/a, por meio da leitura orante, a dirigir a sua oração ao Senhor.
Aproxime-se dele sem medo, faça a sua oração e conte-lhe tudo o que deseja, tudo o que está em seu coração....

Se desejar conclua com esta oração:
“Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, rosto humano de Deus e rosto divino do homem, acendei em nossos corações o amor ao Pai que está no céu e a alegria de sermos cristãos. Vinde ao nosso encontro e guiai os nossos passos para seguir-vos e amar-vos na comunhão da vossa Igreja, celebrando e vivendo o dom da Eucaristia, carregando a nossa cruz e ungidos por vosso envio. Dai-nos sempre o fogo do vosso Santo Espírito, que ilumine as nossas mentes e desperte em nós o desejo de contemplar-vos, o amor aos irmãos, especialmente aos aflitos, e o ardor por anunciar-vos. Discípulos e missionários vossos, nós queremos remar mar adentro, para que os nossos povos tenham em Vós vida abundante e construam com solidariedade a fraternidade e a paz. Senhor Jesus, vinde e enviai-nos! Maria, Mãe da Igreja, rogai por nós. Amém” (Papa emérito Bento XVI, 2007).

Contemplação (Vida e Missão)

Sintetize em poucas palavras o apelo que você sentiu, para colocá-lo em prática durante o dia. O que você se propõe a viver?

Bênção

Concedei, ó Deus, a vossos filhos a benção desejada, para que nutridos por vosso amor produzam frutos de paz e de justiça. Amém.

Ir. Carmen Maria Pulga

O ensinamento de Jesus pode parecer distante da nossa mentalidade atual que não aceita formas de apelo radicais, pois prefere aderir ao que se demonstra mais sensível e condizente com os próprios limites. Contudo, os bons resultados exigem esforço e dedicação. O que vem de forma fácil, vai de forma mais fácil ainda. A promoção do bem, da justiça e da verdade, exige integridade e empenho. Com a atenção voltada para a formação dos discípulos, Jesus fez duas afirmações: “Vós sois o sal da terra”; “Vós sois a luz do mundo”. Cada uma destas afirmações comporta um desdobramento que as fundamentam e as explicam, evidenciando a função do sal e da luz. Percebe-se a íntima ligação com as bem-aventuranças e, em particular, com o modo como foram finalizadas, falando da perseguição a exemplo dos profetas. A sorte dos discípulos, que conhecem e praticam as bem-aventuranças, não será diferente da sorte dos profetas, pois Jesus é a referência tanto para estes como para aqueles. Seguir Jesus como discípulo implica demonstrar, por ações (sal) e palavras (luz), a conformidade do próprio ser ao Mestre, cujo ministério é fazer a vontade de Deus. Como Jesus “salga” e “ilumina” os discípulos, de igual modo devem “salgar” e “iluminar” a realidade pela coerência entre o falar e o agir. A luz do Evangelho que seguem é que projeta luz sobre as ações praticadas diante dos seres humanos. Estes, assim, glorificam a Deus pelas boas obras praticadas pelos discípulos. Para ser “sal da terra” e “luz do mundo”, é preciso ter, em si, o sal e a luz, pois ninguém pode dar o que não possui. É no convívio com Jesus, percebendo e aderindo às suas palavras e ações, que os discípulos podem começar a ser definidos como “sal da terra” e “luz do mundo”. Não há dúvidas de que essa definição está ligada à missão que não é apenas útil, mas acima de tudo necessária para conceder sabor, conservar as propriedades e evitar os desvios da verdade que liberta. Como a falta de correspondência à natureza do sal invalida o seu uso apropriado, de igual modo, de nada servirá ter uma lamparina debaixo de um cesto. Essa incoerência prepara a fala que se encontra em Mateus 7,21: “Nem todo aquele que me diz: Senhor! Senhor! entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos Céus”. Que a proclamação do Reino seja visível em nossas palavras e obras, revelando que a fome e a sede de justiça podem e devem ser compatíveis com a salvação. Que ser sal e luz não seja buscado para a própria exaltação, mas para que Deus em tudo e em todos seja glorificado.

Pe. Leonardo Agostini Fernandes, ‘A Bíblia dia a dia 2026’, Paulinas.