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Segunda-feira, 19 de Abril de 2021
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Evangelho do dia 31/01/2021

4º Domingo do Tempo Comum - Ano B - Verde
1ª Leitura: Dt 18,15-20 Salmo: Sl 95(94) - Vinde, exultemos no Senhor! 2ª Leitura: 1Cor 7,32-35
evangelho
Jesus foi à sinagoga e pôs-se a ensinar - Mc 1,21-28

Entraram em Cafarnaum. No sábado, Jesus foi à sinagoga e pôs-se a ensinar. Todos ficaram admirados com seu ensinamento, pois ele os ensinava como quem tem autoridade, não como os escribas. Entre eles na sinagoga estava um homem com um espírito impuro; ele gritava: “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: o Santo de Deus!” Jesus o repreendeu: “Cala-te, sai dele!” O espírito impuro sacudiu o homem com violência, deu um forte grito e saiu. Todos ficaram admirados e perguntavam uns aos outros: “Que é isto? Um ensinamento novo, e com autoridade: ele dá ordens até aos espíritos impuros, e eles lhe obedecem!” E sua fama se espalhou rapidamente por toda a região da Galileia.

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 7ª ed., 2008.
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Oração Inicial

Liturgia do 4º domingo do Tempo Comum. “Todos ficaram admirados com o ensinamento de Jesus.” É um ensinamento novo, diferente, que busca fazer a vontade de Deus. Jesus é livre para fazer a vontade do Pai, e sua proposta provoca reações diversas. O Evangelho de hoje é um convite à escuta atenta das palavras de Jesus, para conhecê-lo e segui-lo com liberdade.


Rezemos, pedindo a abertura de nosso coração: “Ó Espírito Santo, dai-nos um coração grande, aberto à vossa silenciosa e forte palavra inspiradora; fechado a todas as ambições mesquinhas, alheio a qualquer desprezível competição humana. Um coração grande, desejoso de se tornar semelhante ao Coração do Senhor Jesus!”

Leitura (Verdade)

O que diz o texto? Qual é a atitude de Jesus? O que as pessoas expressam diante do ensinamento de Jesus? Onde Jesus está ensinando? O ensinamento de Jesus era diferente. Era um ensinamento novo e com autoridade. Suas palavras e atitudes provocam admiração nas pessoas, e sua fama se espalha rapidamente por toda a região da Galileia.

“Nem a cidade de Cafarnaum nem as sinagogas eram campo propício ao Evangelho. Mesmo assim, Jesus, juntamente com os discípulos, enfrenta esse ambiente hostil. Um grupo fica encantado pelo ensinamento de Jesus; era um ensinamento novo e dado com autoridade. A oposição também se manifesta através do portador de um espírito impuro. O maligno percebe que sua hora chegou, mas não desiste. “O que há entre nós e ti?”, pergunta o homem. É uma expressão bíblica que significa uma radical oposição. Não deixa de ser significativo que o mal surja a partir de uma sinagoga, local sagrado. E Jesus não aceita o testemunho que parte da falsidade. Ela, simplesmente, não tem autoridade para isso. A verdade precisa ser acompanhada pelo testemunho.” (Viver a Palavra – 2021. Frei Aldo Colombo - Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

O que o texto diz a você hoje? Jesus era ativo na sua comunidade. Participava das orações e dos ensinamentos. Cumpria com fidelidade sua tradição, porém não ficava preso à Lei levada ao pé da letra. Jesus é livre em relação à Lei. Por isso seu ensinamento causa admiração. Sua autoridade está em fazer a vontade de Deus, e sua preocupação era a libertação dos marginalizados de sua época. Não basta apenas admirar as atitudes de Jesus; é preciso ser livre para segui-lo e ter também a preocupação de libertar todos aqueles que estão presos em suas amarras. Você é livre para seguir Jesus e assumir com coragem a sua proposta?

Oração (Vida)

O que o texto o(a) leva a dizer a Deus? Você escutou o Senhor, e, nesta etapa da leitura orante, o Senhor também quer escutar você. Aproxime-se dele sem medo e abra seu coração, conte-lhe o que se passa com você. Deus, presente no Filho pela ação do Espírito Santo, o(a) acolhe com o amor e o carinho de um Pai que espera o seu filho voltar e contar-lhe o que sente e do que precisa. Reze ao Senhor, agradeça-lhe sua vida.

Contemplação (Vida e Missão)

Ver os pontos positivos em todas as situações é uma sugestão de proposta para este dia.

Bênção

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Carmen Maria Pulga

O tempo se completou, o Reino de Deus está próximo, pescadores de gente são chamados. É preciso converter-se para poder acreditar na Boa Notícia de Deus. Deixar tudo e seguir. O discípulo segue, atento ao que o Mestre diz e faz. Seus gestos falam. Tudo é uma grande liturgia que revela a vontade de Deus. Os gestos falam, os ritos bem feitos e apropriados revelam o que Deus quer e espera de nós. Estavam na sinagoga, cumpriam os ritos do sábado, leituras, cânticos e orações, tudo transcorria normalmente. No momento oportuno Jesus começou a ensinar. Fazia com autoridade. Seu ensinamento não coincidia totalmente com o dos escribas. Inesperadamente, um homem começou a gritar. Teve início um rito não previsto. Gestos foram feitos, também por Jesus. Na realidade houve um confronto entre Jesus e o demônio, entre Jesus e o poder do demônio que dominava uma pessoa, diminuindo-a no meio das outras. Era um ser humano sem as características do ser humano. Era gente, mas não tanto. Era menos gente. Lá estava Jesus com os apóstolos, pescadores de gente, que para isso vieram e para isso foram enviados. E lá estava alguém que era gente sem o ser e precisava de quem o pescasse das águas do demônio. Jesus o fez. “Sai dele”. Ele saiu, não sem antes gritar: “Vieste para nos arruinar?”. Sim, Jesus veio para arruinar o poder que o demônio exerce sobre os seres humanos. O Deuteronômio nos leva ao momento da promessa de um profeta semelhante a Moisés, que, no futuro, Deus faria surgir do meio do povo. A ele o povo deve ouvir porque suas palavras transmitirão o que Deus lhe ordenar. Esta promessa ficou na mente do povo, enraizada em sua esperança messiânica. Ele virá um dia e será o Messias de Deus. O mesmo Deuteronômio terminará dizendo que “em Israel nunca surgiu um profeta como Moisés, a quem Deus conhecia face a face”. O redator da profecia de Jeremias dá a entender que Jeremias poderia ser o profeta semelhante a Moisés. O evangelista São João trabalhará o seu texto com a visão de que o profeta é o Messias, Jesus de Nazaré. Os que vieram de Jerusalém para interrogar João Batista perguntaram se ele era “o profeta”. Depois da multiplicação dos pães, querem fazer Jesus rei e dizem: “Este é verdadeiramente o profeta que deve vir ao mundo”. A expressão “o profeta” refere-se ao profeta semelhante a Moisés, prometido no Livro do Deuteronômio. Jesus é o profeta que fala com autoridade em nome de Deus. Ele não é apenas conhecido por Deus. Ele vem de Deus e é a Palavra que existe antes de toda as coisas. Seu ensinamento difere do ensinamento dos escribas porque tira o ser humano da dominação do demônio, enquanto há ensinamentos religiosos que são expressão de uma ideologia de dominação. Não libertam o ser humano, mas o mantêm sob o domínio do demônio por meio de seus agentes. O agente pode ser aquela pessoa de influência e poder que mantém o povo na ignorância para enganá-lo com mais facilidade e assim dominá-lo. O ser humano, libertado da dominação, é sinal de que o Reino está próximo.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2021’, Paulinas.