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Segunda-feira, 17 de Junho de 2019
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Evangelho do dia 17/06/2019

11ª Semana do Tempo Comum - Ano C - Verde
1ª Leitura: 2 Cor 6,1-10 Salmo: Sl 97(98) - Aos olhos do povo o Senhor revelou sua justiça.
evangelho
Dá a quem pedir - Mt 5,38-42

“Ouvistes que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente!’ Ora, eu vos digo: não ofereçais resistência ao malvado! Pelo contrário, se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a esquerda! Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! Se alguém te forçar a acompanhá-lo por um quilômetro, caminha dois com ele! Dá a quem te pedir, e não vires as costas a quem te pede emprestado.”

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.
Clique nos títulos para ler o conteúdo.
Oração Inicial

No Evangelho, Jesus instrui seus discípulos e a cada um de nós para rompermos com a cadeia de vinganças e violências. O discípulo de Jesus, a exemplo de seu Mestre, é convidado a ser promotor da paz e testemunha do amor.
Peçamos: “Jesus Mestre, cremos com viva fé que estais aqui presente, para indicar-nos o caminho que leva ao Pai. Iluminai nossa mente, movei nosso coração, para que esta meditação produza em nós frutos de vida. Amém.”

Leitura (Verdade)

O que diz o texto? Quais palavras mais chamaram sua atenção durante a leitura? Quais são as orientações de Jesus? Qual é a temática central da narrativa?
“A lei de talião é anterior ao texto bíblico. Nós encontramos referência à lei de talião em vários textos do Antigo Testamento (Ex 21,24; Lv 24,20; Dt 19,21). Do latim, talis é traduzido em português por ‘tal’. Trata-se, grosso modo, da reparação exigida de alguém que cometeu um delito e que devia ser proporcional ao mal que ele causou a outro. A finalidade de tal lei era conter a vingança e a violência. Essa quinta antítese visa à superação da lei de talião e explicita a bem-aventurança da misericórdia (Mt 5,7), a exigência cristã do perdão e da reconciliação e a paz que precisa ser construída com o esforço de todos (cf. Mt 5,9). A expressão ‘não resistir ao malvado’ é ambígua e, por isso, precisa ser bem compreendida. Em primeiro lugar, é essencial a consciência de que o mal deve ser extirpado e a ele não se pode ceder; a pessoa, no entanto, é necessário salvar. Em segundo lugar, a afirmação de Jesus prescreve não pagar o mal com o mal, não pagar com a mesma moeda, não responder à violência com a violência. Para o cristão, é preciso considerar como Deus nos trata para poder superar qualquer impulso à violência, à vingança ou ao revanchismo: Deus não nos trata segundo nossas faltas. A todos, indistintamente, ele oferece o seu perdão e o seu amor. No mundo, o cristão é chamado a ser um sinal da reconciliação de Deus com a humanidade inteira, à imagem de Cristo que reconciliou o mundo com Deus” (Carlos Alberto Contieri, sj, em “A Bíblia dia a dia”, da Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

O que o texto diz a você hoje? Qual convite o Senhor lhe faz? É fácil oferecer a outra face a quem nos ofende?
“Os cristãos, ao que parece, não compreendem bem o que significa dar a outra face. São tantas e diversificadas interpretações que ficamos mais confusos do que seguros. Na verdade, Jesus nos pede para vencermos os nossos instintos e a natureza que herdamos de Adão (decaída). Pelo batismo, a vida de Cristo é a nossa vida. A criatura velha ficou para trás e a nova criatura deve resplandecer em nossas atitudes. A nossa vida, em Cristo, capacita-nos para amar sem limites, sem reservas, sem medos. O cristão sabe que deve viver de amor, no amor e para o amor. Assim, podemos compreender o que significa ‘dar a outra face’. Na cruz, Jesus deu a outra face e nos deixa seu exemplo maior” (Frei Mário Sérgio Souza, em “Viver a Palavra”, da Paulinas Editora).

Oração (Vida)

Motivados pela Palavra que meditamos, peçamos a graça de sermos construtores da paz na sociedade, em nossas famílias e nos ambientes de trabalho. Que a vivência do amor fortaleça nossos laços de fraternidade.

Contemplação (Vida e Missão)

O que é pedido à sua vida hoje? Ao concluir sua reflexão e sua oração, em quais realidades você percebe a necessidade de uma abertura maior ao Senhor? O que você pretende fazer para que isso aconteça? Que outro apelo a Palavra de Deus despertou em seu coração?

Bênção

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Paulinas

O Sermão da Montanha do Evangelho de São Mateus ilumina o dia de hoje. “Olho por olho e dente por dente” parece expressar uma realidade muito espontânea entre os seres humanos. Por que não pagar com a mesma moeda o mal que me fizeram? Jesus ensina o contrário e um pouco mais. Não devemos pagar com a mesma moeda porque é preciso romper o ciclo de repetição, gerador de violência. Se devolvo a mesma moeda que recebi, se devolvo o mesmo tapa que recebi, repito o que fez o meu adversário. Ele começou e eu repeti o que ele fez. Vai um tapa daqui, vem um tapa de lá. Quem vai interromper esse mecanismo de repetição? Somente quem tiver força e coragem de introduzir algo novo no meio da repetição de atitudes velhas. Não há nada de novo na repetição do que já foi feito. Se o que já foi feito foi um ato de violência que provoca outro ato de violência, entramos num movimento gerador de violência que torna a vida impossível. É preciso interromper a violência com uma ação contrária. Alguém quer tirar a sua túnica? Dá-lhe também o manto. Seria isso premiar o mal? Seria isso incentivar a impunidade? A atitude gratuita desarma a atitude violenta. Ao tirar-me a túnica o adversário deu início a um movimento de violência. Entreguei-lhe a capa e interrompi o movimento. Sem reação direta, o adversário cai com seu próprio peso.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2019’, Paulinas.