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Domingo, 18 de Agosto de 2019
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Evangelho do dia 18/08/2019

Assunção de Nossa Senhora, solenidade - Ano C - Branca
1ª Leitura: Ap 11,19a, 12,1.3-6a.10ab Salmo: Sl 44(45) - A rainha está à tua direita, vestida com o ouro de Ofir. 2ª Leitura: 1Cor 15,20-27a
evangelho
Meu espírito se alegra em Deus - Lc 1,39-56

Naqueles dias, Maria partiu apressadamente dirigindo-se a uma cidade de Judá. Ela entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou de alegria em seu ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com voz forte, ela exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar? Logo que a tua saudação ressoou nos meus ouvidos, o menino pulou de alegria no meu ventre. Feliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!”. Maria então disse: “A minha alma engrandece o Senhor, e meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque ele olhou para a humildade de sua serva. Todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz, porque o Poderoso fez para mim coisas grandiosas. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem. Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os que têm planos orgulhosos no coração. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Encheu de bens os famintos, e mandou embora os ricos de mãos vazias. Acolheu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. Maria ficou três meses com Isabel. Depois, voltou para sua casa.

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002.
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Oração Inicial

Solenidade da Assunção de Maria. Neste dia, rezamos também pelos religiosos e pelos consagrado seculares, que, a exemplo de Maria, dão o seu sim generoso a Deus no serviço aos irmãos. Maria canta a bondade e a misericórdia de Deus e testemunha a esperança dos pobres e humildes que esperam no seu Senhor. Como ela, nos dispomos hoje a acolher a comunicação que o Senhor nos faz por meio da Palavra que vamos meditar.
Peçamos: “Espírito Divino, luz de Deus, vinde nos iluminar, para que possamos compreender o sentido profundo da Palavra. Fazei-nos discípulos missionários de Jesus, Caminho, Verdade e Vida, transformando nosso coração em terra boa, onde a Palavra produza frutos abundantes. Amém.”

Leitura (Verdade)

O que diz o texto? Que experiência existe em comum entre Maria e Isabel? Quais elementos estão presentes no cântico de Maria?
“[...] A solenidade da assunção da Mãe de Deus é, em primeiro lugar, a festa da vitória de Deus e de Cristo sobre o mal e a morte (cf. 1Cor 15,21-22). Na ressurreição de Jesus Cristo, o inimigo da natureza humana foi vencido. É essa vitória que celebramos cada domingo. A festa da Assunção de Nossa Senhora é uma verdadeira Páscoa, uma vez que é a participação da nossa humanidade na Páscoa de Jesus Cristo. Todo o livro do Apocalipse pode ser considerado uma visão, no sentido de revelação de Deus. A finalidade do livro é encorajar o povo de Deus no seu testemunho de Cristo e permanecer firme na observância da palavra de Jesus Cristo. O tema da visão do trecho de hoje é ‘um grande sinal no céu’. Todo sinal precisa ser interpretado e bem compreendido. A mulher ornada que aparece no céu é a Igreja triunfante, vitoriosa (coroa de doze estrelas), na eternidade (lua debaixo dos pés), sobre a qual o mal não tem mais poder, pois ela é revestida da Glória do Ressuscitado (vestida de sol). Ela está pronta para dar à luz. A Igreja, fiel ao seu Senhor, gera, pela fé, novos filhos. Ela é ameaçada por causa do filho que ela gera, mas é protegida por Deus e conduzida ao deserto. Todo o nosso trecho é uma evocação do êxodo. A finalidade é levar a Igreja peregrina a contemplar a realidade da Igreja triunfante, a fim de ser sustentada no seu testemunho e na sua fidelidade ao Deus verdadeiro [...]” (Carlos Alberto Contieri, sj, em “A Bíblia dia a dia”, da Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

“Lemos, rezamos ou cantamos, muitas vezes, o Magnificat. Fazemos nossa a fé, a alegria e o louvor mediante os quais Maria glorifica a Deus. Sempre que repetimos: ‘Todas as gerações me chamarão bem-aventurada’, nós bem intuímos que no grande louvor de Deus esta pequena frase e esta profecia constituem o louvor reservado à Mãe. Reiteramos esta profecia com júbilo, dando-lhe uma espécie de cumprimento. Hoje somos a geração que diz com alegria e reconhecimento: Todas as gerações me chamarão bem-aventurada! Sim, Mãe de Jesus, declaramos-te bem-aventurada; tu és a causa da nossa própria alegria” (Trecho do livro “Maria dos Evangelhos”, da Paulinas Editora).

Oração (Vida)

“Neste dia, Senhor, com o coração cheio de alegria, te agradecemos: pela presença missionária da Vida Religiosa Consagrada em nosso País e em outras partes do mundo, sendo sinal de esperança e de paz. Pelo esforço, dedicação e serviço das irmãs, dos irmãos e dos sacerdotes junto aos mais pobres e sofridos. Pelo teu grande amor e bondade de Pai e Mãe aos teus filhos e filhas amados(as) do teu coração. Hoje, queremos te pedir: guarda, fortalece e abençoa as famílias fazendo-as felizes e santas em sua missão de pais e mães. Desperta no coração dos(as) jovens a alegria de servir os irmãos e irmãs que necessitam de tua Palavra, tua bondade e tua compaixão. Ajuda os(as) jovens a ouvir e responder com generosidade e fidelidade ao teu chamado. Encoraja suas decisões para que, cheios(as) de confiança no teu imenso amor, escutem teus apelos de amor e respondam consagrando-se a teu serviço na Vida Religiosa Consagrada como sacerdote, irmão e irmã. Amém” (Fonte: CRB).

Contemplação (Vida e Missão)

De que forma a Palavra de Deus estará presente neste seu dia? O que você deseja colocar em prática, segundo os ensinamentos de Jesus?

Bênção

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Paulinas

Na Carta aos Coríntios, Paulo pergunta onde está a vitória da morte. O vitorioso é Jesus Cristo com a sua ressurreição. A morte já não tem mais poder sobre nós. Um dia estaremos vestidos de imortalidade e nosso corpo não poderá se corromper. Nesse dia a morte terá sido tragada pela vitória. Paulo ensina também que, no fim, Cristo reinará sobre todos os seus inimigos, e sobre a morte, o último inimigo a ser destruído. Na assunção de sua Mãe, Cristo aparece vitorioso. A morte não teve poder sobre a primeira das criaturas em ordem de dignidade. Maria adormece e é levada em corpo e alma para o céu. Ela é o grande sinal, a mulher vestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça. É a mulher grávida, pronta a dar à luz o Filho de Deus, que o demônio, sob forma de dragão, quer devorar. O dragão, porém, não terá poder sobre ela, porque o Todo-deroso faz continuamente grandes coisas em seu favor. Agora ela é a Rainha, com veste esplendente de ouro de Ofir. Deus Pai escolheu alguém que pudesse ser Mãe digna de seu Filho. Ele a preparou plenificando- a com o Espírito Santo, tornando-a, desde a sua concepção, cheia de graça. Por isso a chamamos de Imaculada Conceição. A graça que lhe foi dada de conceber o Filho de Deus, permanecendo intacta, perdura em toda a sua vida de perpétua virgindade. Ela aceitou livremente o chamado de Deus para a missão de Mãe de Jesus Cristo e correspondeu a toda graça que lhe foi concedida. Por isso também subiu ao céu em corpo e alma, quando adormeceu no Senhor. Seu corpo não experimentou a corrupção, consequência do pecado original que ela não teve. Sentimo-nos muito agradecidos a Deus, na pessoa do Pai, pela “invenção” de Maria. A comunidade dos discípulos de Jesus tem-na como verdadeira Mãe, protetora e intercessora. Os filhos sabem que a Mãe está preparando um lugar especial para eles e que deve ser muito bom estar com ela onde ela está. Podemos viver uma vida serena, sem medo de nada, nem da morte, na certeza de uma eternidade feliz, dispostos a prestar serviço como Maria.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2019’, Paulinas.